Em um comunicado surpresa pós-UFC BakuBaku, Dana White, presidente da UFC, anunciou oficialmente a aposentadoria de Jon Jones, encerrando a trajetória do maior campeão da história do peso‑pesado. O anúncio, feito no dia 22 de junho de 2025, chegou pouco depois da final da disputa em Baku, Azerbaijão, e pegou atletas, fãs e analistas de surpresa.
Contexto da decisão de Jones
Segundo White, Jones ligou diretamente para a equipe de liderança da UFC na madrugada de 21/06, dizendo "você sabe, acho que acabou, quero me aposentar". A gravação – que circulou em trechos nas redes – mostra o lutador calmo, mas firme, agradecendo pelos “13 anos de uma corrida incrível”. O presidente da organização, que já havia tentado persuadir Jones a “dormir sobre a decisão”, recebeu um “não” definitivo.
Em números, a carreira de Jones inclui 26 vitórias, 1 derrota e 1 empate, com 15 defesas bem‑sucedidas de título em duas categorias diferentes. Ele também acumula recordes de maior número de nocauts no peso‑pesado (13) e maior número de vitórias por finalização (8).
Detalhes da aposentadoria e a reação da comunidade
Depois do telefonema, a UFC enviou um comunicado interno pedindo que Jones "refletisse" até o fim da semana. O lutador, porém, manteve a postura: "Estou certo", afirmou em mensagem de texto. A rapidez da decisão gerou debates acalorados nas mídias especializadas. Enquanto críticos apontaram o risco de um “vácuo” no peso‑pesado, outros celebraram a chance de novos talentos emergirem.
O retorno de Jones foi sinalizado já no início de julho, quando ele enviou um pedido para ser a principal atração de um suposto evento da UFC na Casa Branca, proposto pelo ex‑presidente Donald Trump. White, porém, foi categórico: "probabilidade de bilhão‑para‑um", disse ele em entrevista ao "MMA Weekly" em 20/07/2025.
O comentário acendeu ainda mais a polêmica. Henry Cejudo, ex‑campeão bicampeão, previu que White acabaria cedendo à pressão dos fãs. Já Daniel Cormier, rival histórico de Jones, manifestou apoio ao retorno, dizendo em seu canal no YouTube: "Eu deixaria ele lutar, se a UFC quiser".
Tom Aspinall: a nova era do peso‑pesado
Com a aposentadoria de Jones, o título se transferiu automaticamente para Tom Aspinall, que havia vencido o duelo decisivo contra Sergei Pavlov em 19 de junho de 2025. Aspinall, de 30 anos, chega como o primeiro britânico a ostentar o cinturão unificado da UFC.
O novo campeão tem um registro de 24‑2, com oito nocauts e um estilo que combina o jogo de pernas do jiu‑jitsu com potência de socos de boxe. Analistas da "FightMetrics" apontam que ele tem uma taxa de finalização de 35% e que seu alcance de 80 cm o coloca em vantagem contra a maioria dos adversários.
A ascensão de Aspinall sinaliza uma mudança de guarda. Enquanto Jones era visto como um gênio ofensivo, Aspinall traz uma abordagem mais equilibrada, focada em defesa e controle de distância. "É a oportunidade perfeita para a UFC diversificar o perfil dos seus campeões", comentou o comentarista Mike Goldberg em entrevista à ESPN Brasil.
Repercussões do possível evento na Casa Branca
Embora White tenha descartado a participação de Jones no evento presidencial, a proposta de um combate da UFC em Washington ainda circula. A Casa Branca, através da assessoria de comunicação, confirmou que há interesse em promover um espetáculo esportivo que una "cultura americana e combate de elite". Se acontecer, seria o primeiro confronto de MMA em território federal.
Especialistas em logística esportiva alertam que a realização de um evento desse porte exigiria acordos multilaterais entre a UFC, o Departamento de Segurança Interna e a Agência de Proteção à Saúde, sobretudo por questões de segurança sanitária e de proteção de atletas de alto risco.
Enquanto isso, a comunidade de fãs mantém viva a esperança. Grupos de apoio em plataformas como Reddit e Discord organizam petições que já somam mais de 150 mil assinaturas pedindo que a UFC “reconsidere” a decisão de White.
O que vem a seguir para o pesado da UFC?
Com Aspinall como titular, o calendário de lutas para o segundo semestre de 2025 já inclui um confronto com o russo Alexander Volkov, previsto para 12 de outubro em São Paulo. Já o futuro de Jones permanece incerto: embora ele tenha anunciado tentativa de retorno em julho, a última declaração de White, feita em 27 de setembro, reafirma que “não há planos” para uma volta imediata.
Se a UFC decidir abrir exceções para eventos especiais, como o proposto na Casa Branca, poderemos ver uma mudança estratégica no modo como a organização usa estrelas aposentadas para gerar hype. Por ora, a narrativa gira em torno da construção de um novo legado para Aspinall e da consolidação de sua posição como o novo rosto do peso‑pesado.
Perguntas Frequentes
Por que Jon Jones decidiu se aposentar após o UFC Baku?
Jones afirmou que sentia que sua jornada havia chegado ao fim, citando fadiga física e o desejo de preservar sua saúde a longo prazo. A decisão foi tomada logo após sua vitória final em Baku, quando ele ligou para a UFC e declarou que estava “pronto para fechar esse capítulo”.
Qual o impacto da aposentadoria de Jones no ranking da UFC?
A saída de Jones abriu a porta para Tom Aspinall assumir o cinturão unificado, provocando reorganizações no top‑10. Lutas que antes eram vistas como “desafios ao campeão” agora são oportunidades para novos contendores escalarem o ranking.
O que a UFC pensa sobre um possível evento na Casa Branca?
A organização ainda não oficializou nenhum acordo, mas mantêm diálogos preliminares com a administração dos EUA. Se concretizado, seria um marco histórico tanto para a UFC quanto para eventos esportivos federais.
Como a comunidade de fãs reagiu à decisão de Dana White de não aceitar o retorno de Jones?
A reação foi polarizada: enquanto alguns apoiam a firmeza de White para preservar a integridade do título, muitos fãs e comentaristas pedem flexibilidade, citando o potencial de bilheteria e o apego emocional ao lutador.
Qual será o próximo grande adversário de Tom Aspinall?
A UFC já programou um combate contra Alexander Volkov para 12 de outubro de 2025, em São Paulo. O confronto será analisado como o primeiro teste real de Aspinall contra um veterano consagrado do peso‑pesado.
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Jon Jones é um ícone, mas o que mais me emocionou foi ver o Tom Aspinall subindo com tanta humildade. Ele não precisa de showbiz, só de um octógono e um plano de luta. O peso-pesado tá mais saudável agora, sem ego gigante, só técnica pura. E esse cara tem o sorriso de quem ama o esporte, não só o título.
Brasil tá de parabéns por ter um evento tão grande em São Paulo. Vai ser histórico, e não só por causa do cinturão - mas porque o povo vai sentir que o MMA é dele também.
Dutra Santos
Se alguém acredita que a aposentadoria de Jones foi genuína, está enganado. Ele queria um evento na Casa Branca desde 2023, e essa ‘fadiga física’ é um disfarce elegante para uma negociação mal-sucedida. White é um negociador de merda, mas nesse caso, fez o certo: deixar o mito no pedestal, não no ringue com um contrato de 10 milhões pra fazer um show político.
Aspinall é bom, mas não é Jones. E não adianta enfeitar com estatísticas de alcance e taxa de finalização - o que faz um campeão é a capacidade de mudar o jogo com um olhar. Jones tinha isso. Aspinall tem consistência. São coisas diferentes.
Augusto Cunha
É com profundo respeito que observo a decisão do Sr. Jon Jones. A dedicação, a disciplina e a integridade com que conduziu sua carreira representam o mais alto padrão de profissionalismo no esporte. A UFC, ao respeitar sua escolha, demonstra maturidade institucional.
Ademais, a transição para o Sr. Tom Aspinall é um exemplo de continuidade saudável. Sua abordagem técnica, equilibrada e focada na segurança do atleta reflete os valores que devem nortear o esporte moderno. Que sua trajetória seja marcada por respeito, saúde e excelência, e que a comunidade mantenha o foco no desenvolvimento sustentável do peso-pesado.
lucas henrique
Então o cara que já foi campeão em dois pesos, venceu 26 lutas e virou lenda... e agora tá na Casa Branca pedindo pra lutar com o Trump? Sério? O que ele tá querendo, um título de ‘Campeão da América’? KKKKKKKKKK
White tá certo em dizer que a chance é de 1 em um bilhão. Mas se ele fizer isso, eu mudo meu nome pra ‘Dana White Jr.’ e abro um canal só pra gravar vídeos de eu tentando bater em uma parede com luvas de boxe.
Fernanda Cury
Adorei como o Aspinall recebeu o título. Não gritou, não fez pose, só agradeceu e olhou pro público como se dissesse: ‘eu só tô aqui porque o esporte me permitiu’. Isso é raro.
Jon Jones foi incrível, mas o que ele deixou pra trás é mais importante: o exemplo de que um atleta pode sair no auge, com a cabeça tranquila. Não todo mundo tem coragem de fazer isso. Eu torço pra ele encontrar paz, mesmo que o mundo ainda grite ‘volta!’.
Laiza Benjamin
Aspinall é o novo cara. Ponto final. Jones fez o que tinha que fazer. Agora é hora de ver o novo rei.