Copa do Brasil 2025: semifinais ganham forma com Corinthians e Fluminense

Quatro dias entre um jogo que decide vaga e mais quatro até a final. É nesse ritmo que a Copa do Brasil 2025 vai fechar o calendário do futebol nacional. Após a quarta-feira (10 de setembro), Corinthians e Fluminense carimbaram presença entre os quatro melhores ao eliminarem Athletico-PR e Bahia. As outras duas vagas saem nesta quinta: Cruzeiro x Atlético-MG e Vasco x Botafogo definem os classificados em duelos que prometem estádios cheios e tensão até o apito final.

No clássico mineiro, o Cruzeiro chega com a vantagem construída no jogo de ida e pode avançar mesmo perdendo por um gol no confronto de volta. No Rio, Vasco e Botafogo recomeçam do zero depois do empate no primeiro encontro — quem vencer no Nilton Santos avança, e novo empate leva a decisão para os pênaltis, já que não há gol qualificado.

Chaveamento e cenários

O caminho das semifinais já está traçado por sorteio anterior da CBF. De um lado, o Fluminense enfrenta o vencedor de Vasco x Botafogo. Do outro, o Corinthians espera quem passar de Cruzeiro x Atlético-MG. Traduzindo: há chance real de clássicos regionais em sequência — um Fla-Flu não, mas um Flu x Vasco ou Flu x Bota na semi; e, do outro lado, um reencontro mineiro se o Galo virar sobre a Raposa, ou um duelo de camisas pesadas entre Corinthians e Cruzeiro.

Para o torcedor, isso significa jogos com carga emocional acima da média. O Fluminense, campeão da Copa do Brasil em 2007, pega um rival carioca que conhece bem. O Vasco, dono do título de 2011, tenta voltar a uma semi que pode mudar o humor da temporada. O Botafogo, ainda buscando seu primeiro troféu do torneio, vai por uma classificação que teria peso histórico. Do outro lado da chave, o Corinthians, tricampeão (1995, 2002 e 2009), mede forças com um adversário experiente: o Cruzeiro, maior vencedor do torneio com seis conquistas, ou o Atlético-MG, bicampeão (2014 e 2021). É pedigree de sobra para partidas grandes tecnicamente e quentes no ambiente.

Outra peça do quebra-cabeça é a ordem dos mandos. Na Copa do Brasil, a definição costuma sair por sorteio, e isso pesa: decidir em casa costuma aumentar a confiança e a pressão sobre o adversário. Para Corinthians, Flu e quem vier dos clássicos de quinta, saber onde será o jogo de volta muda a estratégia — de como administrar cartões a como calibrar o ritmo nos primeiros 90 minutos.

Vale lembrar o regulamento: nada de gol fora. Empate no agregado leva direto aos pênaltis. Isso afeta a postura de quem tem vantagem — segurar resultado pela margem mínima pode ser um convite ao risco — e de quem precisa virar — pressão alta desde cedo cobra fisicamente, principalmente em fim de temporada.

Calendário apertado e o que muda para os clubes

Calendário apertado e o que muda para os clubes

As datas estão marcadas: semifinais em 10 e 14 de dezembro; finais em 17 e 21. A CBF ajustou o calendário em agosto, antecipou o fim do Brasileirão e empurrou a fase decisiva da Copa do Brasil para depois da liga. É uma reta final comprimida, sem respiro, que obriga a gestão fina de elenco e atenção a detalhes logísticos.

  • Semifinais: 10/12 (idas) e 14/12 (voltas)
  • Finais: 17/12 (ida) e 21/12 (volta)

Quem ainda briga por posições no Brasileirão vai jogar no limite físico e mental. A proximidade das datas reduz tempo de recuperação e preparação específica para cada adversário. Departamento médico vira protagonista: controlar cargas, evitar lesões de sobrecarga e acelerar retorno de titulares faz diferença. Elenco curto? Rotação será inevitável. Elenco profundo? Hora de validar banco sob pressão.

Há também o fator viagem e gramado. Em clássicos estaduais, a logística favorece: deslocamentos curtos, rotina conhecida. Se der Corinthians x Cruzeiro ou Corinthians x Atlético-MG, entram na conta deslocamentos mais longos e a adaptação a ambientes hostis, como um Mineirão lotado ou uma Neo Química Arena barulhenta. Em dezembro, muitos estádios recebem eventos e shows; a troca de piso e a agenda paralela exigem coordenação para preservar o gramado em nível competitivo.

Do lado técnico, a ausência de Data Fifa em dezembro tende a manter os elencos completos, sem perdas por convocações. Treinadores ganham um raro período de foco total em mata-mata, sem o Brasileirão no meio da semana. Isso abre espaço para treinos fechados, ensaios de bolas paradas e ajustes de plano de jogo específicos — por exemplo, trabalhar saídas curtas sob pressão do Botafogo ou explorar transições contra um Vasco que tende a se expor em casa.

Financeiramente, as semifinais e finais concentram grande parte das receitas de bilheteria e premiação do torneio. Para clubes que fecharam o primeiro semestre com orçamento apertado, essa reta final pode aliviar caixa. Para outros, é a chance de alavancar investimento na janela seguinte. Em campo, essa pressão vira motivação — e, às vezes, ansiedade. A comissão técnica precisa blindar o elenco para que a conta não chegue em forma de cartão bobo ou erro de execução nos minutos finais.

O torcedor pode esperar jogos com cara de decisão desde o primeiro apito. Sem vantagem do gol fora, um gol cedo muda toda a série. E como o intervalo entre partidas é curto, o ajuste é quase cirúrgico: revisar vídeo no dia seguinte, treinar leve e já viajar. Quem se adaptar mais rápido ao tempo curto e aos contextos de cada estádio tende a levar a melhor.

O que observar nos próximos dias: o desfecho de Cruzeiro x Atlético-MG e Vasco x Botafogo, a definição dos mandos de campo por parte da CBF, possíveis suspensões por cartões vindas das quartas e o estado dos gramados para dezembro. A semifinal já tem dois gigantes confirmados e a promessa de clássicos que mexem com a cidade. O fim de ano do futebol brasileiro vai ser intenso — do jeito que a Copa do Brasil gosta.

(12) Comentários

  1. Joao Paulo Gomes de Oliveira
    Joao Paulo Gomes de Oliveira

    Corinthians e Fluminense já são favoritos, mas o jogo de volta contra o Cruzeiro ou o Atlético-MG pode ser um pesadelo logístico. Essa reta final sem respiro vai matar mais jogadores do que qualquer defesa.
    Se o técnico não rodar o elenco, vai ter lesão em massa. E ninguém quer ver um lateral jogando com tendinite no jogo da final.

  2. Adriana Rodrigues
    Adriana Rodrigues

    É curioso como a Copa do Brasil ainda mantém esse clima de torneio de verdade, enquanto o Brasileirão virou um campeonato de pontos corridos sem alma. Aqui, cada jogo tem peso histórico, cada gol pode mudar uma geração. O futebol não é só estatística - é memória, é dor, é orgulho de torcer.
    Se o Vasco passar, vai ser o primeiro passo para resgatar algo que a gente achava perdido. E o Botafogo? Se chegar na final, vira lenda instantânea.

  3. debora candida
    debora candida

    Se o Fluminense enfrentar o Vasco na semi é porque a CBF tá fazendo isso de propósito pra gerar mais audiência e vender mais ingressos e patrocínio e tudo isso é só marketing mesmo e ninguém mais liga pro futebol de verdade só querem ver o time do coração ganhar e isso é triste porque o futebol tá morrendo de tanto dinheiro e o povo tá esquecendo que era pra ser paixão e não negócio

  4. evandro junior
    evandro junior

    Todo mundo fala que o Corinthians é favorito, mas esquecem que o Cruzeiro já venceu seis vezes. Se o Galo passar, o jogo de volta em Belo Horizonte é um caos. E o Fluminense? Só tem título de 2007 porque o time era mais forte que o adversário, não por mérito tático.
    Ninguém aqui lembra que o Vasco teve um time melhor em 2011 e ainda assim não foi campeão da Libertadores. Essa história de 'pedigree' é pura ilusão.

  5. Josiane Oliveira
    Josiane Oliveira

    Se o Botafogo passar, é histórico. Se o Cruzeiro passar, é tradição. Se o Corinthians passar, é o que todo mundo espera.
    É só isso. Não precisa complicar. O futebol é isso: time bom vence, time ruim vai embora. E quem tá no estádio, tá vivendo o momento. O resto é conversa de internet.

  6. Cleidiane Almeida de Sousa
    Cleidiane Almeida de Sousa

    Olha, eu te falo como torcedora de 30 anos: o que vai decidir isso tudo não é o técnico nem o elenco, é a pressão. O cara que vai marcar o gol da classificação vai ter o coração batendo como se fosse a última vez que ele pisasse num gramado. E aí? O que ele faz? O que ele sente? É isso que a gente ama.
    Quem não sente isso não entende o futebol. Não importa se é Flamengo ou Botafogo - é a alma que conta.

  7. Thiago Rocha
    Thiago Rocha

    ALERTA MÁXIMO: A CBF tá manipulando o calendário pra esconder que o Brasileirão tá uma merda e querem que a gente esqueça que o Corinthians tá em crise e o Fluminense tá no fundo do poço com a diretoria vendendo jogadores e o Vasco tá no vermelho e o Botafogo tá com o técnico de férias e o Cruzeiro tá sem patrocínio e o Atlético-MG tá no meio de um escândalo de doping e tudo isso é um esquema pra vender mais TV e o povo tá sendo enganado e o futebol tá morrendo e ninguém vê isso porque tá tudo tão bem montado que parece real mas é tudo fake e eu tô aqui pra dizer a verdade e ninguém me escuta e eu tô só tentando salvar o que resta do nosso amor pelo futebol 😔🔥

  8. Débora Quirino
    Débora Quirino

    Se o Vasco passar, eu vou chorar. Ponto. Não preciso de mais nada.

  9. Bárbara Toledo
    Bárbara Toledo

    A estrutura temporal da competição, ao ser comprimida, reflete uma lógica neoliberal que prioriza a rentabilidade sobre a sustentabilidade do atleta. A ausência de datas Fifa, embora aparentemente benéfica, impõe uma pressão psicossocial inédita sobre os jogadores, cuja identidade corporal é reduzida a um recurso produtivo. A Copa do Brasil, assim, torna-se um palco de exacerbação da alienação esportiva.

  10. Thomás Elmôr
    Thomás Elmôr

    Legal ver todo mundo falando de 'pedigree' como se isso fosse um título. O Cruzeiro tem seis copas? Ótimo. Mas o Corinthians tem três e está no topo do futebol brasileiro há 20 anos. E o Fluminense? Tem um título de 2007 e vive de nostalgia.
    Se o Vasco passar, aí sim vai ter história. Mas até lá, parem de fingir que o futebol é só troféu. É paixão. E paixão não se mede em títulos. Se mede em gritos, em lágrimas, em torcida enlouquecida. E isso, ninguém da CBF vai conseguir comprar.

  11. ELIANE Sousa Costa
    ELIANE Sousa Costa

    EU TO AÍ PRA VER ESSA PORRA! SE O FLU PASSAR, VOU FAZER UMA BOLHA DE SABÃO COM A CAMISA E LANÇAR NO CÉU. SE O VASCO PASSAR, VOU DANÇAR NO MEU QUARTO COM O VIZINHO GRITANDO 'VAMOS VASCO' E SE O CORINTHIANS PASSAR, VOU COMPRAR UMA BICICLETA E ANDAR PELA CIDADE COM A CAMISA NO PEITO E O Grito de 'CAMPEÃO!' TÃO ALTO QUE OS PASSAROS VÃO SE MUDAR.
    ISSO É FUTEBOL. NÃO É ESTATÍSTICA. É ALMA. E EU TO TUDO NESSA MERDA.

  12. Juscelino Campos Celino3x
    Juscelino Campos Celino3x

    Se o Atlético-MG passar, o jogo contra o Corinthians vai ser o mais técnico da história da Copa. O Galo joga como um relógio suíço, e o Corinthians tá sem criatividade no meio-campo. O que vai decidir? A pressão. O time que souber segurar o nervosismo vai avançar.
    Se o Cruzeiro passar, é outra história - eles jogam com o coração, não com o cérebro. Mas isso pode ser o que falta pro Corinthians. E aí? O que vence? A lógica ou a paixão? Eu tô do lado da paixão. 😊

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